terça-feira, 22 de abril de 2008

Você precisa ir para poder voltar.



Não fique assim irritado.
Nem mesmo triste, não fique,
Se de primeira você não me encontrar na primeira página.

Estou lhe esperando.
Acho na verdade que sempre estive.
Eu tive que ir para poder voltar.
Para compreender que longe não é tão longe
quando lhe tenho a todo minuto nos pensamentos.
Eu tive que sentir o gosto amargo do desespero e dor
da sua boca em outra boca.
Eu tive que quase lhe perder
para poder compreender no primeiro minuto em solo estranho
que era você que eu precisava.

E talvez por sorte ou por amor
você voltou para mim.
Foto e Texto: Maritza M.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Um Rescue sem conservantes, por favor!



Em tempos que eu só corro e não ando, tenho desejos de quintais.É como aquela vontade de comer uma fruta madura, daquela que lhe enche a boca de sabor e escorre pelos cantos.
Se suspira de satisfação e vem a saliva um gosto doce de sorriso.
Nesses meus desejos de quintais, são dos pisos quentes que sinto falta, do calor que fez pela manhã e que emana pela tarde.
Aquelas folhas de coqueiro a se balançar bem...mas bem devagar, como se estivessem em câmera lenta, na velocidade em que o mundo gira, na falta da brisa e na lerdeza que, sorrateira toma braços e pernas.Pode-se passar a horas olhando para as nuvens e imaginando como seria se o mundo resolvesse acabar ou se vai ter sopa para o jantar.
Sinto falta de não ter faltas, de nada fazer....aquele sensação de que não se tem um "depois", nem um e-mail para escrever, nem passagem e hospedagem, nem inscrição ou viagem.
Sentindo que o que se tem, é o que se precisa.
Do meu desejo por quintais, busco pela janela alta do meu apartamento, a imagem que me acalenta, no quinta onde não vivo e apenas sonho.


Foto e Texto : Maritza Mendes

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Não, não me ofusque.


É dito e certo que o ser humano é incapaz de lidar com seus sentimentos.
Aliás, não só com eles, mas com as palavras que disseram, com a facilidade que julgaram, com a prontidão que cuspiram e com a força de suas mãos.
Viro a cara, não digo "Olá" e nem mesmo sorrio para os que não gosto.
Eu não gosto do bom senso.
Não nas ocasiões que me vêm beijar as bochechas, as bocas malditas.
E se o meu pensamento fosse mais rápido e agressivo, diria: Fora daqui !
As convenções sociais me dão asco.

Finja que não me viu, que eu finjo que não te odeio.


Foto: Maritza M.