segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Coisas antigas. Coisas válidas.

Ninguém disse a ela que seria assim.
Nem mesmo eu, que sou sua amiga, disse que seria assim.
Não se prevê com facilidade desilusões.
Prevemos viagens, casas, jardins, nomes de filhos, sonhos.
Ilusões de amor.
Elas são como iogurte de morango.
Doces e deliciosas a ponto de sempre querermos mais um pouco.
Mas tem um prazo de validade.
E quando expiram, não tente digeri-las.
Elas te darão inúmeras dores de barriga.
Porque não estamos preparados para descartar nossas ilusões de amor?
Porque como ela me disse, não estamos preparados para lidar com o inexorável.
Pois temos que aprender, lhe digo.
Ou teremos eternas dores de barriga.